Sábado, Maio 09, 2009
Voto Distrital
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
PMDB
A cadeira da presidência do PMDB regional está mais disputada que um balde d'água no deserto. No começo havia apenas um candidato declarado (Derval de Paiva, em dezembro de 2008). Depois haviam dois declarados (Derval de Paiva e João Leite). Logo apareceu mais um candidato (Júnior Coimbra). Na última semana, de 16 a 21, apareceu mais um: Iderval de Paiva. No meio disso, dois candidatos naturais que não se manifestaram, não abriram ainda o jogo, mas são: Osvado Reis e Moisés Avelino. A praticamente cada nova semana aparece um novo candidato. Daqui a pouco vai ter mais candidato que eleitor nesta disputa. A comissão executiva estadual é eleita por todos os filiados ao PMDB, estes escolhem o presidente regional da legenda. Terça-feira, Fevereiro 03, 2009
Democratas e PT conversam
Sexta-feira, Novembro 07, 2008
07 - 11 - 2008
Depois de oito anos, nos quais reinou a intolerância, o espirito belicista, o fundamentalismo religioso, podemos começar a ter alguma esperança quanto a administração da maior potência mundial com curta validade de duração, pois logo será ultrapassada pela China que não teme crescer na crise.Eu sinceramente espero que Barack Obama tenha juizo e aja sempre tendo em vista o multilateralismo, pensamento que consagrou a maior parte dos grandes líderes mundiais e que é inconcebível não ser levado em conta hoje numa sociedade tão integrada e global.
Nada mais a dizer....
Boa Sorte
Sábado, Setembro 13, 2008
Sexta-feira, Setembro 05, 2008
Sexta-feira, Agosto 15, 2008
Sexta-feira, Julho 18, 2008
Escola de abraços
Tudo na vida necessita de um meio-termo. A sintaxe foi criada por uma tese ética de Aristóteles, na qual para tudo o equilíbrio seria um meio termo que não seria média aritimética, nem geométrica. Seria o ponto de equilíbrio não matemático, nem físico, mas ideológico entre duas posições extremas. Um ponto que variaria de acordo com a situação. Na história do abraço, o meio-termo geralmente é deslocado muito mais para o amasso que o isolamento. Algo como as concepções éticas atuais que admitem uma pessoalidade maior da escolha que sempre se refere ao público, ao político, claro, pois senão não seria ética.
Aqui no Tocantins declaradamente não se encontra de proeminência nenhum político que declaradamente tenha asco do povo. Mas existem os reservados, dentre eles o próprio governador, que apesar de ter um perfil aberto, de dialogo, não vai além de um aperto de mão. Muito diferente da mulher dele, da mãe e da senadora Kátia Abreu (Democratas) que providencialmente o acompanhou em cada caminhada na campanha para abraçar o povo com vontade.
O prefeito de Palmas também é um desses grudentos que o povo gosta, se você não tomar cuidado, Raul Filho (PT), assim Kátia Abreu te abraça mesmo. E se você der bobeira de começar um conversa com Raul Filho, vixe !!! Vai ser difícil tu sair porque o homem conversa, é agradável, vai ser mesmo complicado !!!
Muita gente evoluiu muito nessa questão de abraço. Nilmar Ruiz e Marcello Lelis são dois desses que melhoraram muito desde seu início na política. Marcello era reservado. Nilmar, bom... Nilmar dizem as más linguas na primeira campanha para prefeita não gostava de povo mesmo.
Que bom para eles que eles aprenderam a abraçar. É verdade que ainda não tem o mesmo gosto pelo gesto que Raul Filho e Kátia Abreu. Mas já é um passo...
Vamos ver o que essa história de abraço vai dar...
Quarta-feira, Julho 16, 2008
Segunda-feira, Junho 30, 2008
ELEIÇÃO 2008
Campanha eleitoral. Desejos dos eleitores, cuidadosamente avaliados por pesquisas de marketing. Promessas dos candidatos, criteriosamente amplas e indefinidas. Nesse momento exaspera o sentimento maior do ser humano denominado esperança. Uma espécie de bem capital a ser criteriosamente explorado pelos políticos. O dinheiro da política, a famosa esperança corre frouxa e quem souber administrá-la, acumulá-la provavelmente leva a fatura. Quatro anos da conta mais desejada do momento para a sua agência pessoal. Sábado, Junho 28, 2008
Reformas estruturais
Erros estratégicos e pressa atrapalham o PT
A coligação entre PMDB e PT esteve próxima de acontecer, mesmo que agora Osvaldo Reis e José Augusto neguem isso. No entanto, a pressa do PT, e porque não do prefeito, de anunciar a candidatura de Raul Filho e consolidar uma posição roeu a corda de terem o maior partido do Tocantins na campanha eleitoral. O prefeito ganhou tempo na televisão, talvez o maior deles, mas qual é a força de PT+PSB+PRB+PDT+PCdoB+PPS no Tocantins? Quantos prefeitos e vereadores tem no estado? Quantos tem Democratas+PMDB? Quantos têm a UT? Certamente poderão dizer que tem a maioria dos vereadores em Palmas e o prefeito, mas nenhum destes foi eleito exclusivamente com a força do PT+PSB+PRB+PDT+PCdoB+PPS. Aliás, na eleição eram muitos, a maioria os vereadores da UT. O bloco tem os vereadores eleitos pelo PT e Damaso que foram eleitos nos partidos em que estão. O resto mudou de partido. Os do PMDB vieram da UT. Wanderlei foi eleito pelo PDT no mesmo bloco. Edna Agnolin, pelo PSDB.O vereador do Democratas era do PSDB também.
Quer dizer, Raul Filho teria feito uma bela união se fosse nacional, mas por impaciência dele ou dos companheiros juntou os dois maiores partidos do estado. E reuniu partidos que unidos não tem a metade dos prefeitos ou vereadores do PMDB sozinho no Tocantins. Comparados ao que têm Democratas e PMDB no estado, a propalada Força Popular é um traque. O petista reuniu um belo tempo. Resta saber se o tempo conseguido pelo PT ofuscará a força de mobilização do PMDB e Democratas tem aqui em Palmas, assim com tem em todo o estado.
Sábado, Junho 21, 2008
Escolhas e Tiros
COISA DE LOUCA
O experiente deputado Joseli Ângelo Agnolin este ano tem conflitos inconciliáveis. Ele que já foi inclusive líder do Democratas na Assembléia Legislativa tem sua mulher, a vereadora Edna Agnolin (PDT) como candidata a vice na chapa do atual prefeito, e candidato a reeleição, Raul Filho (PT).Sábado, Maio 31, 2008
Segunda-feira, Abril 28, 2008
Sexta-feira, Abril 11, 2008
Sexta-feira, Março 07, 2008
Sábado, Março 01, 2008
Resultado da enquete: Qual será o destino dos processos contra o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB) ?
12% O governador será cassado esse ano
0% O governador não será cassado esse ano, mas o será antes da o eleição de 2010
25% O governador será cassado após a o eleição de 2010
37% O processo ficará bem guardado numa gaveta
25% O TSE julgará improcedentes os processos
Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
Atlético 7 Palmas Buáááááaáá...

Domingo, Fevereiro 24, 2008
Governador destaca parcerias
Em discurso de inauguração de obras ás quais foi convidado a inaugurar, Marcelo Miranda destaca a importância das parcerias para a feitura de obras e para o progresso do estado. O governador do Tocantins inaugurou na sexta-feira, 22, a sala de negócios dos prefeitos na sede da Superintendência da Caixa Econômica Federal no Tocantins. Pouco antes disso inaugurou salas para assessoria jurídica, tributária e em diversas outras áreas aos prefeitos do Tocantins na sede da Associação Tocantinense de Municípios (ATM). O governador disse-se alegre por receber a família da Caixa Econômica Federal no estado. Estavam no evento de inauguração da sala dos prefeitos na sede da Superintendência da Caixa Econômica, o ex- Superintendente da Região Norte, Maurício Antônio Quaresmin e a atual Superintendente da Região em que o Tocantins faz parte, Milena Vieira Pinheiro.
Nesse primeiro momento a família da Caixa referia-se aos dois visitantes, no entanto em uma colocação posterior o termo família passou a referir-se ao superintendente da Caixa no Tocantins, José Messias de Souza e a equipe de José Messias, que segundo o governador, tem feito muito pelo estado. Marcelo Miranda também afirmou que cada prefeito, independente de partido, tem sido importante para o desenvolvimento do estado, realçando a parceria do Governo do Estado com as prefeituras. O governador agradeceu aos parlamentares pela contribuição de cada um no desenvolvimento habitacional tocantinense. Segundo Marcelo Miranda, “a Assembléia tem aprovado nossos pleitos e projetos de lei. Graças a isso, estamos aqui hoje”, declarou em referência aos anúncios de resultados na política habitacional.
Com o assunto sendo parcerias, o governador tratou de reforçar sua satisfação com estas: “tenho a satisfação de ter boa parceria com o presidente da República e com os prefeitos municipais”. Agradeceu o coordenador de bancada, senador Leomar Quintanilha (PMDB) pelo empenho no Congresso Nacional em trazer verbas para o Tocantins. Agradeceu também o presidente da Assembléia, deputado Carlos Henrique Gaguim (PMDB) pelo apoio que a Assembléia Legislativa tem lhe dado.
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Governador prioriza aliança em encontro de seu partido
Encontro de jovens peemedebistas que seria transformado em um novo pronunciamento a favor de Eli Borges foi frustrado por fala cautelosa do governador. O governador Marcelo Miranda, no Encontro Nacional da Juventude na Região Norte, o terceiro depois da Região Sul e Centroeste, deixou claro que dará prioridade a manter a Aliança da Vitória coesa nestas eleições. Esperava-se que o governador, que afirmou-se governador de uma aliança, mas é filiado ao PMDB manifestasse algum apoio ao pré-candidato do partido a prefeitura de Palmas, o deputado Eli Borges, no entanto o governador de pois da auto-definição de governador que faz parte de uma aliança, usou uma metáfora ao aconselhar os jovens logo em seguida: é importante namorar, “é importante noivar e é importante casar, também é importante manter a união”.
Antes do governador falar, o presidente da Assembléia Legislativa, Carlos Henrique Gaguim afirmou que Eli Borges foi homologado candidato na quinta-feira, 21, e conta com o apoio de todos os vereadores e do partido. Enquanto todos os outros a discursar trataram Eli de pré-candidato, Gaguim já adiantou Eli como candidato. Elogiou o governador pelo prêmio recebido em São Paulo e disse que se deve a preocupação social do governador. O governador Marcelo Miranda foi o primeiro gestor público do país a receber a comenda Líder Empresarial Nacional de Responsabilidade Social, concedida pela ADVB como incentivo às iniciativas de grande alcance social.
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Assembléia não quer Conselho de Ética
Sempre quando o clima esquenta na Assembléia Legislativa, alguém sempre se lembra de um conselho de ética ou da própria, ou a insinuação da falta da própria para acusar um adversário momentâneo. Passado os momentos de maior tensão, o assunto desaparece da boca e das intenções até de quem o reivindicava. Na quarta-feira, 20, de manhã, o deputado Paulo Roberto (Democratas), em mais um desses momentos, chegou a evocar a ética, ou a falta desta, em seu discurso no qual acusava outros deputados de não serem companheiros e fazerem propaganda contra ele. Mas como sempre, passado o calor do momento o assunto desapareceu do plenário até porque não despertou o interesse de nenhum outro deputado.
O regimento da Assembléia Legislativa atribui várias competências geralmente relacionadas a conselhos de ética à Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Na subseção II, artigo 46, parágrafo I, alíneas j e n é afirmado que compete a esta comissão analisar direitos e deveres do mandato, perda de mandato de deputado e licença para instauração de processo contra deputado. Para o presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, deputado Amélio Cayres (PR), opinião respeitada dentro do parlamento para ponderar sobre o comportamento de seus pares, essas rusgas entre deputados são temporárias e não ultrapassam o momento de esquentamento de um ou outro deputado. Segundo ele, “a relação entre os deputados é muito tranqüila e respeitosa, de modo que é desnecessária a criação de um conselho de ética, embora seja constitucional”.
Amélio Cayres pondera que as eventuais brigas na Assembléia não passam nem perto das brigas que se presencia na Câmara de Deputados onde é possível presenciar muitas vezes agressão física. Também relembra que neste mandato não tem o clima de outros onde ouve brigas pessoais e acirradas entre deputados ou deputados que tenham partido para a agressão física ao colega de parlamento. Para ele estes motivos são mais argumentos que comprovam a falta de necessidade da criação de um conselho de ética. Amélio Cayres crê que mesmo quando o clima estava quente, quando começaram as Comissões Parlamentares de Inquérito, CPIs da Saúde e do TCE e o clima esteve muito mais quente ainda não havia necessidade de recorrer a tal instrumento, pois segundo ele, “todos os deputados são adultos e sabem o que fazem e não precisariam ser tutelados por um instituto como esse”.
Sobre a questão de se o comportamento dos deputados seria outro com a existência do conselho, Amélio recorreu ao mesmo raciocínio anterior pra dizer que “os deputados são adultos e responsáveis pelo que fazem”, não necessitando do conselho, pois, ainda segundo ele, “os deputados são conscientes do que fazem”.
Sábado, Fevereiro 16, 2008
Certas coisas é melhor nem prever
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Quem nunca tem cartão corporativo, quando tem...

Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
Sábado, Janeiro 05, 2008
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
O ano poético terminou... aí vem 2008
Sei que agora divido o Histórias da Carochinha com o talentosíssimo Já Brunes e que, portanto, não deveria fazer reflexões pessoais sobre nada. Aliás, se feito com abusada mediocridade, algo do qual dificilmente escapo, por minha limitada inteligência, é sempre muito ruim e, portanto, nunca é recomendável no meu caso. Mas, mais por necessidade pontuar a trajetória e agradecer as benesses, os enormes presentes e os milagres que pontuaram e, de certa forma, construíram, ou ajudaram a construir, o caminho do que por costume ou tradição eu farei minha reflexão sobre o ano passado e o vindouro.
Logo no começo do ano, descubro que um dos companheiros do jornal é na verdade um talentoso escritor. No intuito de ajudá-lo, emprestei textos, entre eles algumas poesias que foram descobertas por uma lendária deusa, cuja formosura faz inveja à Afrodite e a sagacidade à Athena, que indicou a outra quase tão bela moçoila como matéria a notícia da publicação de livro. Assim um empréstimo de textos acabou no impulso para que eu publicasse um livro, fato que acontecerá em maio deste ano, na feira do livro, aqui em Palmas. Poderia até dizer que a adorável moça teria me colocado numa situação extremamente incômoda porque eu sabia que boa parte dos poemas deveriam ser trocados e que era preciso melhorar ainda que timidamente a qualidade dos textos, mas obtive inspiração de praticamente toda a redação, mas, sobretudo, obtive inspiração do caráter, da simpatia, da beleza, sobretudo do senso de liberdade da musa.
Foram meses da mais alta inspiração buscada no quotidiano e numa sublime paciência da musa e de meus outros amigos e amigas. Os textos fluíam com uma naturalidade que nunca tive, com uma sinceridade que nunca ousei e com o experimentalismo que me é peculiar, mas não na poesia. Foi assim que vivi os oito ou nove primeiros meses do ano. Cumprindo minhas pautas, algumas vezes com dificuldade, outras com grande facilidade e praticamente sem necessidade de dormir extasiado com um momento em que a inspiração me vinha fácil, onde minhas palavras pareciam mágicas. A experiência renovou minha segurança no meu poder de usar as palavras, embora eu tenda a agir intuitivamente e só refletir depois, pois a reflexão só pode ocorrer após a ação.
No meio do caminho do ano surgiu na redação um ser cuja experiência e a simplicidade ocasionada por esta e por uma alta sensibilidade própria. Foi uma aparição que encantou a todos, sobretudo à poderosa jornalista da cultura e à insuperável moça do esporte que foi musa de muitos de meus cânticos. Obviamente também me encantei do ser adorador da boa música, do bom rock. Rock da melhor qualidade. Em meio a isso, eis que surge uma poetisa altamente lúdica, alguém cujos sentires transbordam no papel. O aparecimento me propiciou deliciosas leituras. Só não me serviu de inspiração porque eu nunca conseguiria um estilo tão puro, tão verossímil. No meio do ano também fruto de minha grande disposição literária, convidei uma das maiores, senão a maior liricidades que conheço pra tocarmos um projeto em conjunto, chegamos até a definir que seria um blog ou algo parecido. Infelizmente ainda não progrediu. Inicialmente pensei em um livro, mas Morena preferia o outro meio. De toda forma, será sempre uma redobrada honra dividir qualquer projeto com Maíra Coracy.
Creio que mais que formalmente na escrita, nesse ano pude construir poesia nas relações, que senão a maior parte do tempo, por inúmeros momentos a convivência com diversos dos colegas e das colegas pareceu poesia concreta, parnasiana, modernista e quase nunca aquelas poesias românticas do Lorde Byron ou Parnasianas sem maior conteúdo. O jornalismo, jornalismo mesmo, fluiu segundo a alma como todo o resto encantado com o encanto e desencantado com o desencanto. E nisso mesmo a mesmice de uma Assembléia que por vezes está muito aquém do que deveria ser de vez em quando parece se auto-encantar e ter passagens memoráveis até alguém surtar novamente e retirar a racionalidade, sagacidade do momento vivido.
Portanto, creio que não há grande problema em considerar 2007 um ano poético para mim. Até porque fruto deste ano posso até escrever mais livros com o tempo em parcerias, como sempre quis e trabalhados mais artesanalmente. Posso escrever com o moço do início do texto ou com a poetisa de alta sensibilidade ainda que citei do meio pro fim do texto. 2008 promete ser um desdobramento de 2007, mas será muito mais que isso: será ano eleitoral. A primeira eleição que cobrirei para um jornal. Uma eleição com provavelmente muitos candidatos e muito competitiva, o que a torna mais atraente ainda.
Mas nem me cabe falar mais de 2008. A história dele está sendo escrita e creio que será muito mais bela que a de 2007. Quanto a isso não tenho, nem nunca tive dúvida. De resto e não menos importante, pelo contrário, primordial, gostaria de agradecer Jadilson Brunes (meu companheiro de blog), Andreia Luiza (a musa de boa parte das poesias), Adriana Borges (minha futura sócia), Geovanna Argenta (a grande poetisa) e Maria José (uma grande amizade que se consolidou na Assembléia) pelo grande apoio, impulso, sustentação que me deram esse ano. É claro que feito isso não posso deixar de agradecer a Salomão Wenceslau, pois sem ele nada disso teria acontecido.
Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
Quinta-feira, Novembro 22, 2007
Transmundo
Estamos hoje transeuntes num furacão de informações, sensações, perdidos numa realidade histórica que parece estar à frente de nosso tempo. É verdade que guardamos nós um baú de objetos antigos, informações que muitas vezes perderam a utilidade, outras que nos resguardam, nos garantem alguma segurança.
Essa turbulência em que vivemos, esse mundo inundado de informações, altamente interativo, sempre o foi, mas agora se amplificou em suas inúmeras possibilidades e impossibilidades... que nos deixa, por vezes, confusos ao sabor dos desencontrados movimentos que 'marolam' confusos nesse oceano de incertezas, ou de certezas demais.
Alguns estudiosos insistem em afirmar que estamos na era da desinformação, devido a imensa quantidade de informações visuais, sonoras, tácteis, sem contar as mais específicas a que somos bombardeados. Concluem eles que estamos atônitos sem saber o que fazer com tanta informação, sem saber que destino dar a elas.
Vários visionários, como o canadense MacLuhan, previram um período em que a informação seria abundante, a democracia seria muito mais interativa. Esses prognósticos vieram praticamente no momento do nascimento da internet ou dos experimentalismos que levariam a sua criação na década de 60.
Certamente ambas as correntes e contracorrentes (humanista e tecnológica se utilizarmos um critério de que a corrente dá a evolução contínua à sociedade e a contracorrente a questiona, revoluciona) estão corretas. É certo que se ampliou abundantemente o acesso à informação. Nem falo da internet, ainda de muito restrito acesso, mas dos meios de massa que se ampliaram aceleradamente na ultima metade do século passado. Como meios de massa estou considerando uma ampla variedade de empreendimentos comunicacionais não apenas as redes de televisão, rádio e mídia impressa, mas a internet, fanzines, shows musicais e teatrais, filmes, panfletos com maior circulação, rádios comunitárias e corporativas, uma série de eventos, acredito que se possa caracterizar devido a especificidades regionais meios mais restritos como de massa.
Há tanta informação disponível que não conseguimos absorve-los e quando as absorvemos aumentamos, por vezes, uma 'cultura inútil'. É verdade que esta sempre existiu, mas nunca em tamanha quantidade ocorreu de informações passarem uma vida sem utilidade. Calma gente! Não pretendo nunca me tornar um utilitarista. Essa doutrina é muito pratica e pouco ética. Apenas digo que em nenhum um outro momento da historia as informações criaram tantos analfabetos. Nem falo de analfabetismo digital, mas informações, por exemplo, de como se lavam elefantes na Índia para um esquimó do Alasca que periga nunca ter visto um elefante.
Feita essa introdução continuo nos próximos posts talvez abordando um pouco mais a educação e a sociologia crítica freudo-marxista. Talvez alguma teoria do desejo e da impulsividade. Mas, sobretudo muito mais teoria investigativa da comunicação.
Estamos, pois, num mundo globalizado onde imperam as grandes transnacionais e o mercado sobre os estados nacionais. A lógica do mercado é perversa, sobretudo num contexto neoliberal, pois ao mercado só interessa lidar com consumidores e transformar qualquer produto, informação em mercadoria rentável.
Para isso os sociólogos da Escola de Frankfurt já diziam que pauperiza-se a cultura de modo a torna-la mais acessível a um maior numero de consumidores. Inverti a ordem. Devia falar que hoje todos os serviços e produções de qualquer natureza têm a mesma característica de uma manufatura, quer dizer são produzidos por uma indústria: a indústria cultural e comercializados como qualquer produto industrial.
Esse é um processo que não é nada novo e foi descrito há muito tempo. Mas o que é novo agora é que com o endeusamento do mercado produzido pelo neoliberalismo globalizante as relações foram invadidas por uma lógica comercial. Essa teia globalizada aparentemente só tem nas pontas consumidores. A dimensão humana a cada dia é mais sucateada nessas novas relações, dando espaço a condutas formais acríticas.
A indústria cultural utiliza técnicas falsamente neutras para pasteurizar a cultura tornando-a asséptica. Quer dizer retirar o conteúdo ou valor de uma cultura não é uma ação neutra. Assim torna os produtos universais ao retirar os empecilhos culturais que dificultariam sua absorção por um maior numero de consumidores.
Essa lógica já penetrou na educação ainda no século passado com as famosas educações para a produção e fordista. A educação é uma industria cultural privilegiada, pois forma os consumidores. A educação, apesar das teorias pedagógicas inovadoras, meramente reproduz os valores da sociedade, não consegue cumprir um de seus papeis que é produzir o futuro.
Como todo produto necessita de publicidade para vender. Hoje há uma necessidade de marketing para tudo. Até marketing pessoal porque sua imagem agora também é um produto. Não demora a voltarem a querer vender seres humanos de novo, assim. É bom por hoje... amanhã se eu achar conveniente volto ao assunto. Ainda tem muita coisa a ser avaliada, pesada e dita...
Provavelmente estou resumindo minhas apreensões de vários textos anteriores nestes textos. Portanto se soarem redundantes, será certamente porque o serão. É certo que vivemos num mundo em que a informação se voltou a ser mecanismo de poder.
A informação era mecanismo de poder na Idade Média. Época em que os livros estavam guardados nos mosteiros e havia uma severa classificação e censura dos livros que poderiam ser lidos. Uma forte guarda dos que não poderiam ser lidos por 'mentes mais fracas, menos resistentes à tentação'. Um aspecto do poder político da Igreja Católica neste período o qual poderíamos muito melhor caracterizar dentro do Materialismo histórico como Feudalismo.
Agora retorna a ser mecanismo de poder. Só que quem a controla não é mais uma instituição, mas sim os burgueses. Portanto se faz necessário maquiar fortemente a concentração para não ilegitimar os ideais que os levaram ao poder. É necessário também por eles manter acesa uma promessa. Se para as religiões que nasceram no oriente médio o céu é a promessa necessária. Para o capitalismo era necessário três promessas: liberdade de associação, igualdade de condições para lutar e fraternidade como um resquício de humanidade no frio coração do sistema. Hoje só necessita fazer uma promessa, sem condições de cumprir como as outras: consumo para todos.
Não digo que não consumimos. Hoje consumimos praticamente tudo o que podemos. Tudo é produto, inclusive nossas relações. Olha estou falando em regra geral, e como sabemos regras gerais só tem exceções. Cada ser humano é uma especificidade em si, um particularismo profundo, mas não há dúvida de que mesmo os mais virtuosos caem em várias valas dessas. Acredito que muitos não têm consciência disso. Ninguém tem consciência plena afinal, mas muitos como eu gostariam.
Voltando ao assunto (Giordano, como você voa), há um excesso de informações disponíveis só que organizadas de modo caótico. Essas mesmas informações embora disponíveis estão naturalmente codificadas de modo que só quem é da área ou conhece profundamente o código pode facilmente decifra-la. Compliquei, né, mas é fácil: não me peçam para ler uma planta de engenharia eu provavelmente não entenderei nada.
Então quase tudo está disponível a uns poucos. Mesmo assim desses poucos que tem o acesso pouco poderão codificar/entender/assimilar porque é impossível terem acesso a muitos códigos. São códigos que levam anos para se adquirir. Esse é outro defeito do Cartesianismo na educação: ao separar as partes, cria um monte de analfabetos para as outras. Diria-me por acaso leitor se tivéssemos uma visão global seríamos analfabetos para tudo. Por certo, se pensarmos com nosso cartesianismo, por certo. Mas tivermos uma visão holística, de holos - total, somos obrigados a ter uma idéia complexa da vida. O que ao contrário do que parece simplificaria muito nossa convivência devido à idéia antropológica das culturas e éticas profundamente respeitosas, ecológicas e holísticas com a de Baruch Espinosa.
Se nossa preocupação fosse com o sistema como um todo e não com peças isoladas dele. Tudo seria muito mais fácil e legível. Diminuiriam significativamente as especificidades, pois não estaríamos preocupados em teorizar sobre a arruela para quem se interessa por arruela e sim preocupados em falar sobre o universo para quem vive nele. Entendam... Deus me livre de que alguma pessoa entenda que defendo a unificação das culturas e o fim das diferenças destas ou o nivelamento destas por baixo via domínio cultural. Imperialismo Americano, Francês, Bielo-Russo ou Jamaicano é tudo a mesma m...!!! Nunca defenderia isso. O que defendo é que adotemos como ética ideal algo como o 'paradoxo' de Kant: Fazer o bem a todos, sem fazer mal a ninguém.
Até agora falei da educação pasteurizadora, bem inserida neste cruel contexto. Do capitalismo cultural, indústria cultural criadores e mantenedores desse cenário. Da imbecilidade conservadora do cartesianismo. Agora os amarrei de uma outra maneira... (bom.. pelo jeito tem mais texto ainda... até o próximo!!!)
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Será o destino?
Emile Durkheim, um funcionalista, um dos mais eminentes deles, pois fundou a sociologia cientifica moderna, acreditava que a sociedade era um sistema em equilíbrio. Hegel acreditava que a história apesar da dialética, do conflito de movimentos opostos, tinha um caráter progressista e positivo, tinha um espírito, um rumo certo. Marx era fatalista quanto a historia. Ta bom... Inspirou-se em Hegel (leu ao contrário a dialética, mas se inspirou). Acreditava que o fim natural do capitalismo como regime que se autodestroi seria o socialismo.
Ta certo que até agora só citei filósofos materialistas, mas de certa forma podemos considerar que nos estudos históricos estes têm se sobressaído aos idealistas. Deixemos isso pra lá... o que importa mesmo é que as visões dominantes da história se consideram esta mesma fruto da ação humana, nada mais natural, também tem uma visão determinística ou fatalista em sua base. Espinosa em sua religiosidade mundana também impunha um certo fatalismo, mas desta vez solidamente construído, pois está imerso ao próprio mundo.
Porque estou dizendo isto? Bom... o que aprendemos, estudamos ou cremos sobre a história é exatamente o contrario: a história é feita pelos homens desde a Grécia Antiga, onde havia a intervenção dos Deuses, mas a história era humana ainda. Onde eu quero chegar com isso? A lugar nenhum, apenas destacar que nós humanistas, que acreditamos no livre arbítrio, no trabalho como construção do mundo, embasamos nossas teorias em paradigmas que são conservadores (o funcionalismo) ou fatalistas (dialética positiva de Hegel ou negativa de Marx).
É curioso que quem construiu o sistema hegemônico hoje, os burgueses, pelo seu liberalismo ganancioso foi quem mais se aproximou de uma visão idealista do mundo, pelo menos como discurso com a liberdade, igualdade e fraternidade. Bom... saí do assunto com essa observação (pra quem é incoerente é difícil manter a coerência). Voltemos a ele, mas não sem destacar que é uma observação válida.
Portanto se o materialismo histórico ainda fundamenta as principais teorias históricas, sociológicas, antropo-culturais e por mais que o marxismo original tenha crescido ou se modificado com Antonio Gramsci ou com os Frankfurtianos, ainda sobra certo fatalismo de Marx. Como sobra certo conservadorismo de Durkheim em quem melhor juntou as teorias sociológicas modernas e as disciplinou coerentemente: Marx Weber.
Quer dizer, sem dúvida somos todos induzidos a acreditar coerentemente na única tese aprazível ou possível que é a de que nós fazemos a história a cada momento de nossa vida, mas toda a base das teorias que fundamentam nossa ciência crê num destino... Curioso isso. Não?
Terça-feira, Novembro 20, 2007
Por uma verdadeira educação
Tenho tido uma dificuldade natural de produzir bons textos. É claro, nunca fui um gênio, nem a clareza nunca foi meu maior forte. Mas como se passam muito tempo sem postar vou adentrar num assunto o qual não tinha entrado até hoje, mas que é clássico e me parece por demais interessante: A (Inter)Relação entre Filosofia e Educação.
Para isso me servirei de esparsos conhecimentos de filosofia clássica e moderna que tenho e de uma monografia de uma amiga que dissertou sobre a relação entre essas duas áreas. Não creio que venha sair algum texto inovador, nem mesmo um texto aceitável de minha parte. Mas como tentar faz parte da vida tentemos...
A educação tem sido por muito tempo cartesiana: decorativa, reprodutora de conhecimentos. Para René Descartes a tarefa da ciência era tão somente descobrir as lógicas da natureza utilizando-se de métodos criteriosos e invariáveis. Seus métodos científicos depois encampados e desenvolvidos pelos positivistas serão bastante criticados pela Escola de Frankfurt, a qual introduziu o conceito de indústria cultural, como uma pasteurização para fazer parecer neutra a ideologia das industrias que lucram com a cultura de massa.
Os técnicos do saber contratados pela indústria da educação de corações e mentes, que já foram domesticados pela própria, ao não conhecerem a filosofia como instrumento de reflexão, simplesmente se ocupam ingenuamente de propagar uma cultura ou conhecimento fixo o qual receberam de seus mestres ou antecessores. Ao não refletirem sua prática e ao não incentivarem que os alunos reflitam suas práticas, propagam por mais uma geração a mesma ideologia que mantém a estabilidade social: Elite no lugar da elite, Ralé no lugar da ralé, nada mais real (e preconceituoso, mas não abordemos esse lado).
A utilização da filosofia, pelo menos a clássica, em salas de aula após uma natural rejeição inicial (sempre se rejeita o novo e mais difícil), produz resultados impressionantes: indivíduos ativos, reflexivos e com uma capacidade muito maior de produzir novos significados ao mundo. Isso não sou eu que digo, tá relatado na monografia de minha amiga em sua experiência prática nos ensinos médio e fundamental de escolas publica e particular.
É me muito claro a dimensão perdida pela educação ao se reproduzir como um sistema a dar as condições mínimas para as pessoas depois pensarem. Quer dizer por onze anos eu te repasso somente e restritamente a experiência oficial do que é cientifico. Depois disso se você conseguir pode pensar. É um problema muito claro na educação brasileira e que é (incrível) por vezes mais sério nas "boas" escolas particulares: aquelas especializadas em botar aluno dentro da universidade.
Essas praticamente só se preocupam em fazer com que o aluno adquira o maior numero de conhecimento (oficial) no menor número de tempo, daí sua eficiência industrial. A capacidade reflexiva do cidadão fica pra lá ou aparece quando dá tempo nas aulas de história, geografia ou redação. Alguns dirão na literatura. Toda a criticidade é a permitida pelo vestibular.
Sem dúvida que há boas escolas particulares e publicas (eu conheço algumas poucas) que se preocupam com a formação do cidadão, mas mesmo entre essas é bem mais comum as que enfatizam a moral, não a crítica. É necessário que se compreenda que as escolas não são locais únicos de formação, mas são apenas mais um espaço de educação. Já que a educação ocorre em todo o lugar. Por isso a escola não pode se desvencilhar do todo. Deve se incluir na sociedade, deve discutir seus problemas. Não estanquemente em matérias isoladas, mas multidisciplinarmente com a integração entre as disciplinas e a sociedade. Não há uma melhor maneira para tudo isso que integrar a filosofia na educação, tanto na formação dos educadores, como dos educandos. Falei demais...( se me ocorrer algo faço outro texto)
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Mundo Lúdico
Nós vivemos em um mundo lúdico, um mundo de interpretações pelo qual às vezes passamos secamente observando muito mal a paisagem. É desesperador o quanto refletimos pouco e observamos pouco nossos parceiros com o qual interagimos ou não. Temos a velha comodidade de apreender sempre apenas ou que foi dito ou o que é mais comum ainda: o quisemos ouvir.
É claro que isto exigiria uma maior complexidade de pensamento nossa e sobretudo do agir. É óbvio que seria necessário que entendêssemos um pouco da psiquê individual, sobretudo da nossa ¿ que é a mais difícil. É evidente que necessitaremos de um método que seja, senão claro, pelo menos evidente. O conhecimento das relações; talvez pelo método empírico da experiência mesmo ¿ não sendo possível agregar um método externo, uma ciência, para analisar o caso; é essencial para a nossa pretensiosa intenção.
Sem dúvida seria um passo fenomenal entender o que as pessoas dizem e não o queremos ouvir, no entanto seria um passo ainda maior entender o que as pessoas querem dizer - é claro sem a nossa pretensão de distorcer as coisas de acordo com o nosso sentimento, por isso o método-. É isso que proponho tentar fazer, não sem levar em conta o desgaste e o empenho necessário para isso, no dia-a-dia ou no máximo de casos que conseguirmos.
Parece estarmos cada vez mais numa sociedade, e é muito claro isso até pela fase do capitalismo e do individualismo que estamos, que perdeu o senso de co-responsabilidade, onde cada um cuida de si, não se cuida mais do outro. Parece que se perdeu a idéia de sistema único, de ecologia, de geopolítica. É cada vez mais patente que apesar de estarmos num mundo profundamente interligado (pelo menos esse fato positivo!) nós agimos como se nossas ações fossem isoladas.
Deixamos a responsabilidade social para nossos governantes fazerem caridade, quer dizer humilhar ainda mais quem já está humilhado. Não conseguimos estabelecer parcerias uns com os outros. Reinamos um império de desconfiança. E morremos senão da fome de alimentos, da fome de compreensão, da fome de carinho, sobretudo da fome de fraternidade.
É claro que estou perdendo meu tempo falando isso porque já não nos importa o outro, sobretudo se não o conhecemos. Já não temos mais laços. Já não temos o sentimento de/da humanidade, o que é muito natural porque não somos mais humanos, somos indivíduos. Fomos reduzidos a quase números.
Realmente se algumas idéias mais avançadas das ciências puxadas pela ecologia buscam valorizar o todo, e não as partes como queria Descartes, fico muito alegre com isso, pois, apesar de aumentar a nossa responsabilidade, valoriza o que há de mais humano em nós: a fraternidade. No dia em que cada ser humano decidir cuidar de si, dos próximos, do meio-ambiente circunvizinho, do seu continente e do mundo, cada um a sua vez e ao mesmo tempo, teremos tempos memoráveis.
Ah se todo ser humano pudesse ter tempo para analisar as suas atitudes, pudesse refletir suas ações, concebe-las em todo um raio de influencia. Pudesse analisar o outro sem preconceitos ou com o mínimo deles já que não é possível analisar sem um conceito anterior. Pudesse mergulhar nas intenções suas e dos outros. Pudesse ser humilde o bastante para aprender com as situações. Mas já que como individuo, número, não pode, não desisto... mas até outra...
Sábado, Novembro 17, 2007
Reforma Política
Creio que a Reforma Política terá pouca eficácia em algumas iniciativas. Veja bem... eu disse pouca e não nenhuma. Qualquer melhoria compensa as mudanças. Acredito que as medidas para incentivar a fidelidade partidária, implementar o financiamento público de campanha ou impor maior controle ao financiamento de campanhas terão seu efeito benéfico, mas como qualquer lei no Brasil que não interessa ao grupo de poder que é alvo dela sempre se acha um desvio ou uma brecha ou maneira de abrandá-la.
Quanto à questão do voto distrital puro ou misto, creio que de toda maneira se por um lado facilita a fiscalização de nossos representantes, por outro intensifica uma desvirtuação dos últimos legislativos, nos quais os deputados e senadores são muito mais despachantes que legisladores. Explico melhor: os parlamentares, seja de que ambito forem (municipais, estaduais ou federais), ficam muito mais preocupados em trazer verbas e obras para suas respectivas regiões que pe! nsar em leis que resolvam problemas nacionais ou discutir problemas nacionais.
Os parlamentares tem sua razão em fazer isso, visto que boa parte deles, importantes em comissões legislativas não conseguiram se reeleger por não terem se dedicado devidamente a essa tarefa de despachante regional. Penso que os parlamentares do Congresso Nacional deveriam pensar em âmbito nacional como nas Assembléias Legislativas deveria se pensar no estado como um todo e não exclusivamente em suas bases eleitorais.
Temo muito, pois se hoje, sem uma vinculação tão estreita, a mentalidade é essa dos nossos parlamentares e da maioria de nós eleitores, imagine se o voto distrital for aprovado na reforma política... A reeleição é uma enorme desvirtuação do sistema que subsidia políticos profissionais. A política não deveria ser atividade e sim opção, função temporária, o que nos leva a pensar que deveria acabar a reeleição não só pro executivo, que é o caso mais recente e, por isso nos choca mais, mas também para o legislativo de modo que nunca alguém pudesse concorrer a mesma função, o que limitaria o tempo de permanência em cargos públicos de nossos representantes e tornaria extremamente mais concorridos todos os cargos, visto que sempre teríamos novos candidatos iniciando sua carreira política e "velhos" políticos limitados a concorrer apenas aos cargos que nunca concorreram.
Desse modo , ninguém seria deputado estadual sem antes ter sido vereador. As listas em votações de listas fechadas ou votações mistas não deveriam ser adotadas, pois quem conhece a maneiras que os partidos, sobretudo os regionais como PMDB e PFL agem em suas regiões tem a certeza de que perdurarão sempre privilegiados mandatários regionais dos partidos. Nos partidos nacionais como PSDB e PT e os pequenos sérios ou de aluguel a situação tende a ser pior ainda, pois estes são tão centralizados que não me admiraria se o diretório nacional mandasse a lista fechada de candidatos já ordenados para alguns de seus diretórios regionais...
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Domingo, Novembro 04, 2007
O Comércio de 2014
Sábado, Setembro 29, 2007
Sexta-feira, Setembro 21, 2007
Do Gongomé para todo o Brasil
Salomão Wenceslau, o grande comunicador das manhãs de domingo, que penetra com sua melodiosa voz através da insistentes ondas do rádio nas janelas da alma das residências de Palmas, e que é mais restritamente conhecido como o dono do Gongomé, embora tenha repassado a sua autoridade sobre o reino, a administração para o prefeito do lugarejo mais frio de Goiás. O grande empresário da comunicação saiu de Goiás tão logo criado o novo estado com um sonho na mala: juntar dinheiro para comprar o Gongomé e obteve tamanho sucesso que, dizem, já comprou duas ou três vezes o lugar. Daqui uns tempos, ele junta um dinheiro, vai demorar porque não é pouco, e compra Itaberaí e entrega pro Gongomé.Mas isso aí, vocês não ouvirão ainda nas ondas do rádio, nem nos Dois dedos de prosa. Mas aos futuros prefeitos de Itaberaí e governadores de Goiás, aconselho ter sempre uma proposta debaixo da manga.
Quarta-feira, Setembro 12, 2007
Ratos podem ser reis na sala mas na cozinha tem faca
Quinta-feira, Agosto 30, 2007
Só benzendo
O deputado César Halum ainda não tomou consciência disso, mas alguém deve ter jogado alguma maldição nele. Na Assembléia há inumeros suspeitos. Dentro do partido dele possivelmente até existam suspeitos. Mas como o Zé do Caixão está em Palmas e pra mim Zé do Caixão e Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, são os maiores especialistas em rogar praga, creio que pode ser algum destes.E olha se eu fosse ele, me benzia, pois em menos de 15 dias, duas pessoas que votaram em requerimentos dele, uma delas até recomendando o voto na matéria como líder que é, após a aprovação dos mesmos, foram à tribuna se manifestar contra a matéria que a pouco haviam acabado de ajudar a aprovar.
Repito: se eu fosse ele eu me benzia e numa dessas benzedeiras das boas, porque nesse caso meia-boca não resolve. Ou então encomendava um monte de vacina contra incoerência. Mas essa última opção costuma ser cara e não faz efeito na maioria dos políticos.































