2010 foi mais um ano especial. Não como meus anos de auto-suficiência, de até certa empáfia. Foi um ano no qual fui obrigado a perceber minhas grandes limitações. Ver que não sendo mais jovem, já não posso acreditar no impossível, ou melhor, desacreditar nele. Foi um ano de muitas perdas. Tomei distância de algumas pessoas que eu mais amo/prezo/admiro. Mas não posso culpar a ninguém por isso. Me aproximei (o máximo que pude) de outra e aprendi com ela e comigo mesmo com relação a ela. Entretanto, neste caso os méritos nunca foram meus.
Vivi um pouco do que poderia viver, nem sempre tão próximo ao limite da possibilidade como aos vinte anos temos a coragem/imprevidência de fazê-lo. Vivi como um vive um ancião, muito perto da sabedoria, mas muito longe do amor a ela, do desejo erótico pelo saber. Eros, o culpido tem uma fome insaciável justamente porque lhe falta o que Aristóteles denominaria de bom senso, de meio-termo.
2010 foi um ano maravilhoso porque convivi com pessoas maravilhosas, mas frustrante porque não tive o mesmo contato com pessoas que muito me ajudaram a encontrar um caminho interminável para a construção de uma identidade intelectual como meu mestre Eduardo Horácio, minha amiga Carina Benethof, meu amigo e orientador Edson Spenteti, minha outra grande mestra Heloiza Amaral. Não mantive o mesmo contato com pessoas que me são caras como a poetiza Maíra Coraci.
Mas convivi, porquanto me foi permitido e não foi danoso, o mais próximo possível da musa Dani. Pude manter uma relação próxima com minha amiga Elaine. Pude ter excelentes diálogos com seres privilegiados como Pacini, Silvia, Marina, Jane, dentre alguns poucos outros. Descobri que além do Fábio, há outros professores excelentes na filosofia como Oneide e Rúbia. Professores cuja a dedicação à educação beiram a do nosso coordenador. Pude participar do PIBID de filosofia, algo que abriu muito meus horizontes quanto a realidade da sala de aula no ensino público do Tocantins. Neste intuito, muito me ajudaram a professora Alessandra e o meu colega Rômero.
2010 não foi nem um ano específico de reflexão, nem mesmo um daqueles privilegiados e agradáveis anos de ação. Foi mais um daqueles ano sde aprendizado, que infelizmente não foi tão bem aproveitado. Nos anos de ação a gente acaba aprendendo mais. Tomara que 2011 seja um ano de reflexão ou de ação. O aprendizado vem naturalmente. Se for um ano de ação, muita coisa hei de resolver, muito hei de refletir sobre o acontecido e muito hei de aprender. Se for de reflexão, pelo menos 2012 vai prometer. Se for mais um ano de bater cabeça, lamento muito.
2011 já começará com muitas mudanças de hábitos de minha parte (e olha que nem conversei com a Woopi Goldberg). Mudanças severamente saudáveis, mas absurdamente chatas. Bom... nem tanto.. me acostumei rapidamente a elas. Espero que as mudanças não fiquem restritas a minha parte. Que o motor da história me reserve boas surpresas nesse ano. Começo o ano com uma mudança de hábitos alimentares, uso de academia e uma vizinhança maravilhosa. O que mais desejaria eu.









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