Sexta-feira, Julho 18, 2008

Escola de abraços

Em época de eleição, o contato é um fator importantíssimo. O povo leva muito em conta a doação e a aparente sinceridade que um político se joga às massas. Mas tem político que é reservado, tem político que tem até nojo do povo, medo de se contaminar. Tem político que apesar de aberto também não é muito de se jogar ao contato.
Tudo na vida necessita de um meio-termo. A sintaxe foi criada por uma tese ética de Aristóteles, na qual para tudo o equilíbrio seria um meio termo que não seria média aritimética, nem geométrica. Seria o ponto de equilíbrio não matemático, nem físico, mas ideológico entre duas posições extremas. Um ponto que variaria de acordo com a situação. Na história do abraço, o meio-termo geralmente é deslocado muito mais para o amasso que o isolamento. Algo como as concepções éticas atuais que admitem uma pessoalidade maior da escolha que sempre se refere ao público, ao político, claro, pois senão não seria ética.
Aqui no Tocantins declaradamente não se encontra de proeminência nenhum político que declaradamente tenha asco do povo. Mas existem os reservados, dentre eles o próprio governador, que apesar de ter um perfil aberto, de dialogo, não vai além de um aperto de mão. Muito diferente da mulher dele, da mãe e da senadora Kátia Abreu (Democratas) que providencialmente o acompanhou em cada caminhada na campanha para abraçar o povo com vontade.
O prefeito de Palmas também é um desses grudentos que o povo gosta, se você não tomar cuidado, Raul Filho (PT), assim Kátia Abreu te abraça mesmo. E se você der bobeira de começar um conversa com Raul Filho, vixe !!! Vai ser difícil tu sair porque o homem conversa, é agradável, vai ser mesmo complicado !!!
Muita gente evoluiu muito nessa questão de abraço. Nilmar Ruiz e Marcello Lelis são dois desses que melhoraram muito desde seu início na política. Marcello era reservado. Nilmar, bom... Nilmar dizem as más linguas na primeira campanha para prefeita não gostava de povo mesmo.
Que bom para eles que eles aprenderam a abraçar. É verdade que ainda não tem o mesmo gosto pelo gesto que Raul Filho e Kátia Abreu. Mas já é um passo...
Vamos ver o que essa história de abraço vai dar...

1 comentários:

Anônimo disse...

NÃO SOU POLÍTICO MAIS SEM QUANDO UMA PESSOA ESCREVE BEM E TEM OPINIÃO FUNDAMENTADA. NÃO É SEU CASO COM CERTEZA.